Quem sou eu

Santos, São Paulo, Brazil
Paulo Cesar dos Reis é Especialista em Prevenção de Perdas e Segurança Empresarial, Diretor Financeiro da ASIS (American Society For Industrial Security) Chapter Brasil – www.asisbrasil.org.br, Diretor do Comitê de Prevenção de Perdas da ABSEG (Associação Brasileira dos Profissionais de Segurança, www.abseg.com.br, CES – Certificado de Especialista em Segurança pela ABSO (Associação Brasileira dos Profissionais em Segurança Orgânica) – www.abso.org.br, Pertence ao Comitê de Prevenção de Perdas do PPBR – Profissionais de Prevenção de Perdas e Gestão de Risco – www.ppbr.com.br, Curso Superior em Segurança Patrimonial e Pessoal pela UNIMONTE, MBS - Master Business Security pela FECAP e Brasiliano Associados.

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

O Estado de São Paulo


Domingo, 13 janeiro de 2008

Controle do estoque e câmeras inibem furtos
Produtos como filtro selar, pilhas e lâminas de barbear são de "alto risco" e exigem cuidados especiais
Rafael Sigollo
Quem tem um pequeno e médio negócio no varejo deve ficar atento: cerca de metade das perdas no setor é atribuída aos furtos de funcionários, colaboradores, fornecedores e clientes.De acordo com a 7.ª Avaliação de Perdas no Varejo, estudo realizado em parceria pelo Grupo de Prevenção de Perdas (GPP) do Provar/Fia, Abras, Canal Varejo, Nielsen e ABF, as perdas totais, que incluem também quebras, embalagens danificadas e erros administrativos decorrentes, por exemplo, de falhas no registro de notas fiscais, chegou a 1,86% do faturamento líquido do varejo em 2006, ante 1,74% em 2005. O número, entretanto, pode ser bem maior. "Essa porcentagem foi obtida com as empresas que fazem a apuração das perdas. Muitas, porém, não têm esse controle", explica a pesquisadora do Provar Patrícia Vance. MAL INTENCIONADOSSegundo ela, existem dois tipos de furtos - internos e externos - e cada um deles exige medidas específicas. Os furtos internos são aqueles praticados por colaboradores, funcionários e fornecedores. Para evitá-los, a dica é ter controle sobre o estoque e realizar inventários. "Os empregados e parceiros precisam saber que qualquer diferença será identificada e que haverá punição. Caso contrário, cria-se um ambiente de oportunidades para pessoas mal intencionadas", afirma Patrícia. Os furtos externos, por sua vez, são os cometidos por clientes e pelos próprios marginais. Equipamentos de segurança como câmeras e etiquetas eletrônicas nos produtos são bastante eficazes no combate a esse tipo de ação. "É preciso também divulgar que existem tais mecanismos com avisos e cartazes para inibir qualquer segunda intenção", afirma.O gerente da Divisão de Negócios da empresa de segurança Plastrom Sensormatic, Luciano Raposo, explica que muitos furtos acontecem por impulso. "Às vezes, o cliente que paga suas compras normalmente pode acabar furtando alguma mercadoria simplesmente porque sente que não há nada que o impeça de fazer isso", garante. A pesquisa do Provar aponta que produtos como filtro solar, pilhas e lâminas de barbear por exemplo, são considerados de "alto risco", pois são facilmente revendidos, fáceis de esconder e possuem alto valor agregado. ALVO Por esse motivo, as drogarias são o segmento com maior porcentagem de furtos com 33,9% de internos e 30,3% de externos, do total das perdas. 89,1% dos varejistas, entretanto, disseram ter consciência desse problema e tratar os produtos de alto risco de forma diferenciada. "Eles podem ficar atrás de um balcão, perto dos caixas e em locais com boa visão por parte dos funcionários. Muitos desses produtos também já estão vindo com etiquetas de segurança direto da fábrica", afirma Raposo. PREVENÇÃOPara reduzir os prejuízos, as empresas são obrigadas a desenvolver programas de prevenção em perdas.Na pesquisa, 67,4% dos varejistas afirmaram fazer treinamentos com seus colaboradores e 56,7% já possuem políticas específicas nesse sentido. Para evitar problemas com furto interno, 53,6% introduziram processos mais cuidados de recrutamento. Para os especialistas, prevenir perdas aumenta a margem líquida do negócio e, consequentemente, sua competitividade no mercado. E engana-se quem pensa que furtos no varejo são comuns apenas no Brasil. "É um problema mundial. Nos Estados Unidos, por exemplo, existem gangues especializadas nessa atividade criminosa e os varejistas se comunicam entre si para trocar experiências e também com a polícia", afirma Patrícia. Na opinião da pesquisadora, embora o furto aqui não seja uma prática tão organizada como nos Estados Unidos, existem muitos grupos especializados. Ela descreve um caso típico:três ou quatro pessoas chamam a atenção e distraem os seguranças no fundo de uma loja de eletroeletrônicos, por exemplo, enquanto que outro de terno e gravata coloca um laptop dentro da pasta e sai da loja sem levantar suspeitas. "Já vi casos até de levarem TV de plasma de uma loja sem que ninguém tenha percebido", conta. Luciano Raposo não se surpreende com a história e afirma: "A criatividade dos bandidos é proporcional ao emprenho das empresas em criar mecanismos de segurança. É uma guerra interminável." http://txt.estado.com.br/suplementos/opor/2008/01/13/opor-1.93.25.20080113.3.1.xml
PREVENÇÃO DE PERDAS

O Varejo e a Origem das Perdas

Trataremos de um assunto que preocupa grande parte dos empresários varejistas: as Perdas.
Por isso, acredito que a grande preocupação dos empresários e administradores do ramo varejista deva ser com as perdas em sua totalidade, não apenas com um dos seus detalhes, exemplo o assalto (roubo).
No Brasil não existia muita preocupação com relação às perdas na atividade varejista, tornando difícil a obtenção de dados nesse campo. Hoje a prevenção de perdas já é tratada como uma arte, como uma orientação aos empresários, pois, através dos resultados obtidos, eles terão condições de tomar uma melhor decisão estratégica
A metodologia ainda é pautada em ações de correção, através de Análise de Riscos e o mapeamento das causas, onde se demonstra que, se algo não for feito, as pequenas perdas poderão se tornar grandes perdas corporativas, desequilibrando a estrutura organizacional no desenvolvimento de seu processo produtivo. Ou seja, os riscos não tratados na causa poderão ser maiores do que a organização pode suportar.
As perdas no varejo precisam ser combatidas sob todas as formas, pois são elas as reais causas geradoras de vultosos prejuízos ao setor varejista.
Na fase atual da prevenção de perdas no Brasil, é importante apontar a evolução das padronizações das formas de mensuração e apuração das perdas. Hoje, o varejo brasileiro adota os conceitos empregados no Provar (Programa de Administração do Varejo) órgão ligado a FIA (Fundação Instituto de Administração) que, desde 1998, realiza pesquisas e desenvolvimentos sobre o tema, inclusive com a participação de empresas mantenedoras ao projeto.
Existem várias formas de realizar um programa de prevenção de perdas. Pode-se implantá-lo com a ajuda de uma consultoria externa, apenas com recursos internos, ou ainda pela combinação de ambas.
Hoje em dia, conforme aponta a 7ª Avaliação de Perdas no Varejo Brasileiro existe um percentual grande de empresas do Varejo já com um departamento de Prevenção de Perdas totalmente estruturado. O processo de análise de dados foi realizado pelo GPP/Provar-FIA e pelo Canal Varejo, em parceria com a ABRAS, a ABF e a Nielsen no levantamento dos dados.
E foi apontado que em 2006, a Quebra Operacional representou a principal causa de perdas no varejo (25% em 2005). Foi apurada queda de 2 pontos percentuais na participação do Furto Interno. No entanto, houve crescimento de 6 pontos percentuais no Furto Externo. Assim, a participação dos Furtos Interno e Externo, que somados representaram 50,5% das causas das perdas em 2006, superou os 37% apurados em 2005.
A prevenção de perdas inicia-se na identificação do valor e das origens das perdas. A partir da apuração de indicadores de perdas, torna-se possível traçar metas de redução das perdas e, conseqüentemente, definir o montante a ser investido nos métodos para a sua prevenção. É fundamental que o orçamento de prevenção de perdas seja inferior ao ganho estimado para a empresa.
Os investimentos para a redução e a prevenção das perdas envolvem: melhoria de processos, tecnologia (ex.: sistemas de informação ou equipamentos) e o envolvimento das pessoas.
Segundo a amostra:
Adoção de Equipamentos em Prevenção de Perdas
Os valores indicam os percentuais de adoção de cada solução pelas empresas da amostra.

Programas em Prevenção de Perdas
Os valores indicam os percentuais de adoção de cada solução pelas empresas da amostra.
Ampliando a idéia tradicional de perda, os pesquisadores do PROVAR têm trabalhado com uma proposta de conceito, onde perda é todo lucro ou resultado não alcançado por motivo de: extravio, desperdício, quebra ou administração ineficiente, ou seja, perda é toda redução não planejada dos ativos da empresa. Este conceito, porém, refere-se às perdas financeiras e operacionais, podendo, em uma visão mais abrangente, ser estendido às perdas chamadas estratégicas.
A Prevenção de Perdas oferece ao varejista a oportunidade de elevação da margem líquida do negócio, a partir de ações efetivas que contribuam para a redução do nível de perdas e de quebras de produtos. Atuando, principalmente, na redução das diferenças entre inventário físico e contábil e das fraudes de caixa no PDV, a Prevenção de Perdas tem como pilares a informação, a tecnologia e os processos.
Após a obtenção das informações chegou-se as principais causas das reais perdas em empresas do varejo, aos quais se devem dar total atenção:
· furto interno (ações cometidas por funcionários, colaboradores ou equipe terceirizada); (25,8%)
· furto externo (ações realizadas por clientes ou fornecedores); (24,7%)
· fraudes internas e de terceiros;
· erros administrativos (falhas de processos que causam distorções. Exemplo: erros no registro das notas fiscais de entrada de mercadorias); (12,4%)
· quebras operacionais (referentes a produtos danificados ou inadequados para a venda ao consumidor final. Exemplo: embalagem amassada, produtos vencidos, etc.); (25,9%)
· financeiras (roubo no ponto de venda ou no transporte de valores, trocas, diferença de caixa, fraudes de cartões de crédito e cheques, inadimplências).
· Outros ajustes (RH, Contratação de próprios e terceiros).
Aprendemos que PERDAS é o resultado da diferença entre o estoque contábil e o físico, apurados pela equipe de inventário durante a contagem física de mercadorias.
Porem as perdas operacionais e financeiras (fraudes) ocorrem por diversos fatores, internos e/ou externos. A falta de um controle rigoroso facilita reduções indesejadas de ativos, bem como, o mau planejamento do fluxo de caixa, atrasos em pagamentos, falta de pesquisa para crédito e aplicações.
Nesse ambiente agressivo, a busca por eficiência e diferenciais competitivos são preocupações constantes e melhores resultados podem ser alcançados com aumento das vendas e a redução de gastos e perdas.


Paulo Cesar dos Reis é Especialista em Prevenção de Perdas e Segurança Empresarial, Diretor Financeiro da ASIS (American Society For Industrial Security) Chapter Brasil – www.asisbrasil.org.br, Diretor do Comitê de Prevenção de Perdas da ABSEG (Associação Brasileira dos Profissionais de Segurança, www.abseg.com.br, CES – Certificado de Especialista em Segurança pela ABSO (Associação Brasileira dos Profissionais em Segurança Orgânica) – www.abso.org.br, Pertence ao Comitê de Prevenção de Perdas do PPBR – Profissionais de Prevenção de Perdas e Gestão de Risco – www.ppbr.com.br, Curso Superior em Segurança Patrimonial e Pessoal pela UNIMONTE, MBS - Master Business Security pela FECAP e Brasiliano Associados.