Quem sou eu

Santos, São Paulo, Brazil
Paulo Cesar dos Reis é Especialista em Prevenção de Perdas e Segurança Empresarial, Diretor Financeiro da ASIS (American Society For Industrial Security) Chapter Brasil – www.asisbrasil.org.br, Diretor do Comitê de Prevenção de Perdas da ABSEG (Associação Brasileira dos Profissionais de Segurança, www.abseg.com.br, CES – Certificado de Especialista em Segurança pela ABSO (Associação Brasileira dos Profissionais em Segurança Orgânica) – www.abso.org.br, Pertence ao Comitê de Prevenção de Perdas do PPBR – Profissionais de Prevenção de Perdas e Gestão de Risco – www.ppbr.com.br, Curso Superior em Segurança Patrimonial e Pessoal pela UNIMONTE, MBS - Master Business Security pela FECAP e Brasiliano Associados.

sexta-feira, 13 de março de 2009

Prevenção de conflitos na empresa - RH

Recursos Humanos
Sabemos que os conflitos se originam no processo de comunicação humana, na maioria das vezes, inconscientemente.

Para falarmos sobre prevenção de conflitos, creio ser oportuno começarmos por entender o que é conflito e por que eles surgem. Uma das definições mais elucidativas que já ouvi diz que conflito é “qualquer situação onde exista uma oposição pessoal, interpessoal ou grupal sobre algum interesse ou valor. Essas oposições surgem quando as pessoas contestam idéias, atitudes e/ou comportamentos, se apegam aos seus pontos de vista e lutam por eles, muitas vezes de forma irracional.”
Sabemos que os conflitos se originam no processo de comunicação humana, na maioria das vezes, inconscientemente. De forma geral, não temos a intenção de gerar ou participar de uma situação conflituosa e desgastante. Mesmo assim, freqüentemente nos damos conta de que já estamos envolvidos em uma dessas situações, sem saber exatamente como ela começou.
Para aprofundar um pouco mais este tema, precisamos entender melhor o processo básico de comunicação, o qual surge da interação e da intenção do emissor em transmitir uma mensagem ao(s) receptor (es), independente do meio que se utiliza para tal. Parece simples, não é mesmo? Porém, o que vemos acontecer, na prática, é uma grande dificuldade em se atingir este objetivo.
Geralmente, não somos bem compreendidos porque não conseguimos transmitir assertivamente aquilo que pretendemos. E para quem não sabe muito bem o que é assertividade pela recente banalização deste termo, vale lembrar que é ter a capacidade de expor – de maneira clara, madura e não-agressiva – o que se pensa, sente ou quer. Mas como somos “formatados” desde crianças para buscar aceitação social, acabamos dizendo aquilo que o outro gostaria de ouvir, o que nem sempre corresponde ao que gostaríamos de falar.
Olhando agora a questão sob outra perspectiva percebemos que, quando falamos, tendemos a partir do pressuposto que o outro está recebendo nossa mensagem da forma como a concebemos, ou seja, sem nenhuma interpretação pessoal. No entanto, nossas palavras são captadas por nosso interlocutor passando obrigatoriamente por seus filtros mentais, que por sua vez são fruto de suas referências e experiências anteriores, as quais decididamente não são semelhantes às nossas. Pessoas distintas, mundos distintos... Quando nos expressamos estamos colocando em palavras (além, é claro, da linguagem não verbal) nosso mundo interno, composto por idéias, pensamentos, sentimentos, sensações, intuições, valores e crenças pessoais. Em outras palavras, nossa comunicação verbal e não-verbal é a representação do nosso mundo interno interagindo com o mundo externo.
Neste processo é comum e involuntário que usemos omissões, pois tentamos falar sobre uma experiência complexa e detalhada por meio de uma descrição verbal limitada, que fatalmente suprimirá uma grande parte da experiência em si.
Por outro lado, cada vez que ouvimos alguém, recorremos às nossas próprias experiências pessoais para fazer uma representação interna do que a outra pessoa fala para sermos capazes de compreendê-la. E isto ocorre o tempo todo, com todas as pessoas, acrescido das famosas generalizações e distorções que coroam o processo.
Bem, considerando somente estes fatores básicos de transmissão e processamento de mensagens já conseguimos vislumbrar o quão complexo é o processo de comunicação e como se torna fácil a geração de conflitos decorrentes do mesmo.
Ah, então nos basta conhecer um pouco melhor este processo e interferir conscientemente na qualidade de nossa fala para prevenirmos muitos conflitos, certo? Errado! As empresas investem altas somas em treinamentos de comunicação para seus colaboradores e os conflitos continuam brotando incessantemente nos ambientes corporativos.
Olhando de uma perspectiva ainda mais ampla, devemos admitir que conflitos são inevitáveis na vida em sociedade, de modo que tentar eliminá-los é simplesmente uma utopia. Aliás, vale ressaltar que eles não são necessariamente negativos. Em algumas situações promovem a oportunidade de crescimento e coesão entre as pessoas, permitindo o desenvolvimento de uma maior capacidade de compreensão, estímulo à mudança, motivação para resolver problemas, transformação de valores e, sobretudo, aprofundamento de relacionamentos. Mas tentar prevenir os excessos de conflitos (que se tornam grandes desperdiçadores de tempo e energia) e lidar com eles de forma inteligente é uma posição benéfica e realista.
Como podemos prevenir esses excessos, então? A meu ver, o caminho mais curto rumo a uma solução está em desenvolvermos a capacidade de sermos mais assertivos e de estabelecermos um ambiente de confiança com as pessoas com as quais convivemos, estimulando relacionamentos que abrem menos brechas a situações ambíguas. E como fazer isso? Desapegando-nos um pouco de nosso “ego” e nos apaixonando menos por nossas próprias idéias. Como pré-requisito a esta conquista, precisamos reavaliar como anda nossa maturidade emocional e nosso auto-conceito.
Observem que, quando defendemos nossas posições com unhas e dentes, muitas vezes de forma insana, uma série de significados implícitos, subliminares, está presente, nos proporcionando emoções que suprem fragilidades normalmente não percebidas ou, pelo menos, não admitidas por nós mesmos. E, se não as admitimos, não as resolvemos, e repetimos sempre o mesmo padrão de comportamento obtendo sempre os mesmos resultados.
Como podemos ver, a prevenção de conflitos começa na motivação pessoal de fazer uma auto-análise, por meio de um questionamento sincero sobre nossa capacidade de ouvir o outro verdadeira e completamente, sem precisar interrompê-lo ou contestá-lo antes mesmo que sua frase esteja terminada. Ou, ainda, observando como anda nossa capacidade de aceitar que os outros têm todo o direito de discordar de nossas idéias e pontos de vista, sem com isso nos sentirmos rejeitados, diminuídos ou incompreendidos.
Outro ponto importante na prevenção de conflitos é a real aceitação das inevitáveis diferenças que existem entre as mais diversas personalidades que povoam nossos ambientes sociais e a compreensão de que não existem verdade nem razão absoluta, somente verdades e razões pessoais, relativas, desenvolvidas a partir de um ponto de vista individual e único.
Sendo assim, percebo que no ambiente corporativo existem técnicas e teorias sobre este tema, que visam a minimizar as perdas de negócios geradas por conflitos declarados ou “mascarados” no ambiente de trabalho, que minam a lucratividade das empresas, a qualidade dos relacionamentos e o clima organizacional. No entanto, para que tais técnicas sejam bem utilizadas e alcancem seus objetivos adequadamente, precisamos estimular as pessoas a se abrirem a um processo reflexivo de auto-desenvolvimento, visando elevar a cada dia sua maturidade emocional, a qual alicerça nossas ações e comportamentos. Este foi, é e continuará sendo o grande desafio a ser enfrentado por quem busca prevenir conflitos em quaisquer ambientes sociais.


Por Sandra Cruz (consultora de carreira da BSP Career em coaching, career counseling e gestão de carreira. Graduada em Letras pela UERJ, possui formação em Coaching Integrado pelo ICI – Integrated Coaching Institute e certificação como Master Practitioner e Trainer em PNL pela Sociedade Brasileira de Programação Neurolingüística)02/07/2009

Crise e oportunidade andam juntas? - RH

Sonia Jordão mostra como conseguir obter resultados diferentes se mudarmos nossas atitudes.
Muito antes de Cristo já se falava em sete anos de fartura e sete anos de fome. Também está escrito que todas as coisas têm seu tempo, que existe tempo para se adquirir e outro para se perder. Um ditado popular diz que depois da tempestade sempre vem a bonança. Portanto, não é novidade que vivemos constantemente fases boas e outras ruins; que crises são uma constante em nossas vidas, sempre existirá. Na China, crise é sinônimo de oportunidade.
Conseguiremos obter resultados diferentes se mudarmos nossas atitudes. E como agir em momentos ruins? Primeiramente, precisamos entender que na vida sempre há altos e baixos, pois isso nos dará força para passar pelos maus momentos. Teremos, também, o conforto de saber que isso passa e provavelmente chegaremos mais facilmente aos bons momentos. É claro que aí não poderemos nos esquecer que a fase boa também passará e, assim, economizaremos para as fases ruins.
Então, como transformar crises em oportunidades? Precisamos identificar o que não conseguíamos fazer em tempos de vacas gordas e aproveitar os tempos de vacas magras para realizar. Por exemplo, se não conseguimos tirar férias quando temos muito serviço, poderemos aproveitar para descansar e nos preparar para épocas com muitas atividades. É também um ótimo momento para darmos atenção especial aos nossos clientes, afinal, no core-corre do dia-a-dia, muitas vezes não damos um atendimento da forma que é preciso. Não podemos nos esquecer, também, que é uma excelente época para planejarmos nossas atividades e, claro, cuidarmos dos treinamentos e principalmente da saúde. São atividades importantes e que costumam ser deixadas de lado por falta de tempo. Enfim, é aproveitarmos os tempos de calmaria para nos prepararmos para os momentos de sufoco.
Vejo muitos empresários aproveitando a desculpa de que tem uma crise para demitir parte de seus profissionais. É mais fácil justificar a demissão. O que precisamos saber é que, nessas horas, os bons profissionais, aqueles que são as estrelas, que carregam a empresa, não são demitidos. Geralmente, sai primeiro aquele profissional que não faz tanta diferença. Portanto, se você foi um dos demitidos procure analisar onde errou. Agora, se você ficou saiba que provavelmente terá mais serviço a fazer. Em momentos de crises é preciso aumentar a produtividade a qualquer custo, já que só sobrevivem as empresas que forem mais rápidas em suas decisões e mais produtivas. É preciso ouvir nossa intuição e ter agilidade. Nessas situações, é preciso manter a cautela, mas não podemos ter medo de realizar ações ousadas. Vamos acreditar que é possível atingir as metas, desde que se arregacem as mangas.
Pesquisas mostram que os profissionais brasileiros são criativos e os que mais vestem a camisa da empresa onde trabalham, principalmente, em momentos críticos. Sabemos que em tudo na vida sempre existirão pontos positivos e negativos. Aquelas pessoas que só sabem reclamar e justificar serão sempre perdedoras, enquanto outras irão comemorar. Aí é o momento de cortar os supérfluos, ter calma, equilíbrio e cabeça fria para evitar entrar em pânico. Também é preciso rever os processos e as estratégias e ainda redimensionar os investimentos para manter a rentabilidade do negócio.
O momento é para fazer avaliações profissionais, pessoais e dos negócios. Sabemos que nem todos os segmentos de mercado serão afetados pela crise e aqueles que forem afetados também serão em intensidades diferentes. Então, se você tiver um diferencial poderá nem sentir o problema. Enquanto uns focam os problemas, outros buscam as soluções. E, se a vida te der um limão, faça dele uma limonada.
Não importa se somos uma pessoa ou uma empresa, sempre é possível aproveitar os momentos ruins e aprender com eles. Se você perseguir a excelência, certamente irá sobreviver. Tire a letra s da crise e crie.

Por Sonia Jordão (especialista em liderança, palestrante, consultora empresarial e escritora. Autora dos livros “A Arte de liderar – Vivenciando mudanças num mundo globalizado” e “E agora, Venceslau? Como deixar de ser um livro explosivo”. www.soniajordao.com.br)HSM Online12/03/2009